A Bélgica prepara o envio de sistemas antiaéreos Gepard para a Ucrânia como parte de um pacote de €1 bilhão aprovado pelo governo, medida que visa reforçar a defesa de ponto das Forças Armadas ucranianas. Segundo informes de meios locais, Bruxelas planeja adquirir e reativar um total de 15 desses sistemas para posterior transferência a Kiev em um futuro próximo, consolidando mais um passo no apoio militar europeu ao país.
Os sistemas a serem adquiridos estão atualmente sob controle da filial belga da empresa israelense Elbit Systems, especificamente da OIP. Trata-se de unidades que anteriormente integravam o Exército Belga, tendo sido desativadas na década de 2000 após mais de trinta anos de serviço e posteriormente vendidas à companhia, permanecendo desde então fora de operação ativa.

No que diz respeito ao processo de reativação, os trabalhos deverão ser divididos entre intervenções no chassi e nas torres dos veículos. Estas últimas incluem sistemas equipados com dois canhões de 35 mm e radares de curto alcance destinados à detecção de alvos, elementos centrais para o desempenho do sistema em cenários de defesa aérea de baixa altitude.
Embora os valores envolvidos nessas atividades não tenham sido divulgados, fontes locais indicam que as tarefas relacionadas ao chassi deverão ser conduzidas por empresas belgas. Já as intervenções nas torres e sistemas associados deverão ser realizadas por empresas em território ucraniano, evidenciando um modelo de cooperação industrial entre ambos os países no contexto do esforço de guerra.
As forças ucranianas já possuem experiência operacional com os sistemas Gepard de origem alemã, os quais vêm sendo empregados no teatro de operações desde o início da invasão russa. No campo de batalha, esses sistemas têm se destacado pela eficácia na interceptação de drones e mísseis, apresentando uma relação custo-benefício considerada vantajosa em comparação com soluções baseadas exclusivamente em mísseis.

Até o momento, as unidades de Gepard em serviço na Ucrânia foram majoritariamente transferidas pela Alemanha e por países parceiros, incluindo a Suíça. Como país de origem do sistema, Berlim desempenhou papel central tanto no reacondicionamento dessas plataformas quanto na oferta de pacotes de modernização para atualização de suas capacidades operacionais.
Adicionalmente, a empresa alemã Rheinmetall tem sido responsável pelo fornecimento de munição de 35 mm em diversos lotes, fator que viabilizou a transferência de unidades por terceiros países. Paralelamente, a Bélgica também contribui em outras áreas da defesa ucraniana, incluindo o compromisso de fornecer 30 caças F-16 para a Força Aérea da Ucrânia, bem como a transferência de um navio da classe Alkmaar, atualmente denominado Melitopol, que deverá operar futuramente no Mar Negro.
*Imagens meramente ilustrativas.
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