Consolidando-se como uma importante novidade para o arsenal do Exército dos Estados Unidos, a empresa Lockheed Martin anunciou oficialmente que, durante o mês de julho passado, a força concedeu a aprovação “Milestone C” para seus novos mísseis balísticos PrSM, o que permite avançar para a produção em larga escala desse armamento. De acordo com a própria companhia, a meta para o futuro será produzir um total de 400 unidades por ano, o que facilitará que o Exército dos EUA possa incorporar em ritmo considerável o armamento que substituirá o mais antigo Sistema de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS).
A novidade em questão ocorre poucos meses depois de o Exército norte-americano ter concedido à Lockheed Martin uma modificação contratual superior a 4,94 bilhões de dólares, para que a empresa passe da fabricação de protótipos a um modelo de produção em maior escala, demonstrando os avanços no desenvolvimento do PrSM. Segundo a empresa, o processo atualmente em curso será beneficiado pelo uso de gêmeos digitais, que constituirão um pilar fundamental para alcançar a produção anual de 400 mísseis sem deixar de lado os testes de confiabilidade; complementado por um alto grau de automação industrial que acelera o ritmo de fabricação na prática.

Cabe destacar que a decisão de avançar para a produção em larga escala foi concretizada após uma importante série de testes prévios destinados a garantir a operacionalidade do míssil PrSM, entre os quais se incluem os testes de junho de 2024, quando, no contexto do exercício Valiant Shield, foi possível comprovar sua eficácia contra alvos navais em movimento. Em dezembro do mesmo ano, as tropas norte-americanas realizaram o primeiro teste de usuário limitado, enquanto em abril de 2025 foram conduzidos os testes de qualificação para a produção. Já em julho, o míssil foi testado pelo Exército Australiano a partir de um sistema HIMARS, tendo como cenário o campo de treinamento de Mount Bundey.
Em relação a isso, é importante mencionar que Washington e Canberra assinaram um Memorando de Entendimento para que a Austrália possa se somar ao desenvolvimento do míssil PrSM, prevendo que ele integre seus arsenais no futuro. Em particular, o acordo também inclui a possibilidade de que a indústria local participe da produção e manutenção dos sistemas, o que representa um importante avanço para as capacidades nacionais.

Por fim, destacando uma de suas principais características, a Lockheed Martin indicou que o novo míssil conta com sistemas básicos que lhe permitem alcançar alvos situados a até 400 quilômetros. No entanto, a empresa está trabalhando em pacotes de incremento de capacidades que elevarão esse alcance para até 1.000 quilômetros, além de novos sensores avançados especialmente eficazes contra alvos móveis e novas possibilidades relacionadas à carga útil que cada míssil transporta.
*Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos
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