O Memorando de Entendimento para o segundo lote de fragatas da Classe Tamandaré foi assinado na manhã desta sexta-feira, 24 de abril, às 11h20, a bordo da Fragata Tamandaré (F200), em um marco relevante para a continuidade do principal programa de renovação da Esquadra brasileira.
A cerimônia teve início com a assinatura do Termo de Armamento pelo Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, formalizando a transferência do navio ao setor operativo. O ato representa a incorporação efetiva da fragata à estrutura da Força, dando início ao ciclo operacional da Classe Tamandaré.

Na sequência, foi assinado o Memorando de Entendimento com o Consórcio Águas Azuis, estabelecendo as bases para a futura contratação de um segundo lote de quatro navios. A assinatura foi realizada por delegação do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, que não esteve presente à cerimônia.
Embora o memorando não tenha caráter contratual, o documento representa um avanço concreto nas tratativas para a ampliação da classe, indicando alinhamento entre a Marinha do Brasil e a Base Industrial de Defesa quanto à continuidade do programa.
A escolha da Fragata Tamandaré como local da assinatura reforça o simbolismo do momento. Primeiro navio da classe e responsável por dar nome ao programa, a plataforma representa o ponto de partida de uma nova geração de escoltas construídas sob um conceito moderno e com ampla participação da indústria nacional.

O programa também marca a retomada da construção de navios de guerra de alta complexidade no Brasil. Desde a década de 1980, com as fragatas da Classe Niterói, o país não conduzia um projeto dessa magnitude em território nacional.
A Classe Tamandaré destaca-se ainda pelo elevado índice de nacionalização, contribuindo diretamente para o fortalecimento da cadeia produtiva, transferência de tecnologia e geração de empregos qualificados no setor naval e de defesa.
Com a entrada em operação da primeira unidade e o avanço para um possível segundo lote, a Marinha do Brasil sinaliza a continuidade de um planejamento de longo prazo voltado à recomposição de sua capacidade de superfície, em um cenário estratégico que exige presença, prontidão e capacidade de dissuasão no ambiente marítimo.
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