A jornada de ontem, 25 de abril, não foi uma data qualquer no calendário para a Marinha do Brasil, já que o dia marcou um importante marco para a renovação da esquadra brasileira com a incorporação oficial ao serviço da primeira de suas novas fragatas classe Tamandaré. Por sua vez, a Mostra de Armamento realizada pela instituição e pelo consórcio Consórcio Águas Azuis também marcou o próximo passo do programa, com a assinatura de um Memorando de Entendimento que inicia de forma oficial, embora ainda não vinculante, as gestões e negociações para a encomenda de construção de quatro navios adicionais.

Tamandaré F200 – Zona Militar

Baseadas no projeto MEKO A-100 da empresa alemã ThyssenKrupp Marine Systems, um dos principais parceiros do programa, e cuja presença ratifica a associação entre Brasil e Alemanha no plano industrial, essas fragatas constituem a nova geração de navios que substituirão, no médio prazo, a atual classe Niterói.

Embora originalmente o programa englobasse quatro fragatas, o MoU assinado na jornada de hoje ratifica as aspirações do governo e da Marinha do Brasil de fortalecer sua frota de superfície com uma nova e moderna plataforma de combate, a fim de oferecer capacidades que vão desde o patrulhamento e vigilância até o combate antissuperfície, antissubmarino e antiaéreo, protegendo e escoltando, assim, os grupos-tarefa formados pelas unidades de projeção estratégica.

Em um plano global, a Amazônia Azul será defendida por uma nova geração de navios brasileiros, onde as Tamandaré resguardarão os interesses e a soberania do Brasil na superfície, enquanto os novos submarinos de ataque classe Riachuelo o farão a partir das profundezas do oceano.

Por sua vez, e com vistas a completar a totalidade da série de oito navios, será possível concluir a substituição das unidades que constituíram o núcleo da força de superfície da Marinha do Brasil durante décadas, baseado na mencionada classe Niterói, integrada por sete fragatas; a saber: F40 – Niterói, líder da classe; F41 – Defensora; F42 – Constituição; F43 – Liberal; F44 – Independência; F45 – União; e o U27 Brasil, empregado como navio de treinamento.

Por fim, e com a incorporação ao serviço da Tamandaré F200, a construção das três unidades do primeiro lote avança a ritmo constante nos estaleiros brasileiros. Em detalhe, a segunda unidade, Jerônimo de Albuquerque (F201), foi lançada ao mar em 2025 e encontra-se em fase de integração de sistemas; a terceira, Cunha Moreira (F202), continua em montagem após o batimento de quilha; e a quarta, Mariz e Barros (F203), iniciou sua construção no início de 2026.

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