O navio de assalto anfíbio Galicia, da Marinha Espanhola, chegou à Mauritânia com o objetivo de fortalecer a cooperação com os países da África Ocidental, como parte de uma estratégia para consolidar a estabilidade regional. A presença do navio no porto de Nouakchott integra uma série de atividades bilaterais destinadas a reforçar o compromisso da Espanha com a segurança e o desenvolvimento institucional nesta região do continente africano.
Durante uma fase inicial, foi implementado um programa de treinamento estruturado com uma abordagem progressiva, concebido para coordenar diversas atividades de formação para cinco grupos de oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas da Mauritânia. Este programa permitirá que instrutores espanhóis transmitam conhecimentos com o objetivo de aprimorar a qualidade do serviço militar em missões consideradas relevantes para a segurança e a estabilidade da África Ocidental.

As atividades planejadas para esta fase incluem cursos de tiro de precisão, operações anfíbias, operação e manutenção de embarcações, bem como treinamento em técnicas de contra-IEDs (dispositivos explosivos improvisados) e guerra urbana. O treinamento no uso de aeronaves para vigilância marítima e levantamentos hidrográficos também seria incluído, contribuindo para a expansão das capacidades técnicas e operacionais do pessoal mauritano.
Após sua chegada a Nouakchott, o navio iniciaria um programa de treinamento com o objetivo de aprimorar a capacidade de resposta das Forças Armadas da Mauritânia a diversos cenários de segurança. Essas atividades estariam inseridas no âmbito das Atividades Cooperativas de Segurança (ACS), uma iniciativa bilateral por meio da qual a Espanha mantém colaboração contínua com diversos países africanos em assuntos de defesa.
Paralelamente às atividades militares, o contingente espanhol realizaria ações na área da saúde, direcionadas a setores vulneráveis da população, particularmente em áreas como odontologia e oftalmologia. Da mesma forma, seriam realizadas ações para melhorar a infraestrutura em centros de acolhimento, demonstrando uma abordagem abrangente que combina cooperação militar com apoio humanitário.
O início dessas operações incluiu, segundo relatos, uma visita a bordo do navio do embaixador espanhol na Mauritânia, Pablo Barbará Gómez, que enfatizou a importância do destacamento para o fortalecimento das relações bilaterais. Durante seu discurso ao contingente, o diplomata destacou a importância estratégica da Mauritânia para a Espanha em áreas relacionadas à segurança, economia e desenvolvimento.
Além disso, a Marinha Espanhola continuará suas atividades na África Ocidental por meio do destacamento do Navio de Ação Marítima (BAM) Furor, que participou de um exercício conjunto com Portugal no Golfo da Guiné. Nesse contexto, foi realizado um Exercício de Passagem (PASSEX) ao lado do navio português NRP Centauro, incluindo uma Operação de Interdição Marítima (OIM) não cooperativa, projetada para simular cenários de controle contra atividades ilícitas no mar e aprimorar a interoperabilidade entre as forças aliadas.
*Imagem da capa para fins ilustrativos.
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