A entrega do primeiro Su-57E à Argélia marca um marco na estratégia da Rússia para expandir a presença internacional de seu caça furtivo mais avançado, buscando também equipar mais países com essa plataforma de quinta geração. Nesse contexto, a corporação estatal russa continua a promover o caça em diversos mercados, em consonância com sua política de exportação militar.

A Rosoboronexport, empresa estatal pertencente ao conglomerado Rostec, informou que a lista de clientes estrangeiros interessados ​​no Su-57E continua a crescer. Segundo a empresa, “o Su-57E está gerando grande interesse entre os parceiros da Rosoboronexport, vários dos quais já assinaram contratos para o caça russo”, refletindo o crescimento progressivo da demanda internacional por essa aeronave.

Su-57

Como parte de sua estratégia promocional, a Rússia planeja apresentar o Su-57E na Defense Services Asia Exhibition and Conference (DSA 2026), que será realizada em Kuala Lumpur, Malásia, de 20 a 23 de abril. A participação em eventos como esse faz parte de uma política ativa de exposições nos mercados asiáticos, onde diversos países estão avaliando a integração de aeronaves de quinta geração em suas frotas.

Eventos recentes mostram que Moscou intensificou sua exposição internacional do caça. Em novembro de 2024, pelo menos um Su-57 das Forças Aeroespaciais Russas (VKS) foi enviado para a China, gerando interesse entre especialistas em inteligência de fontes abertas (OSINT), enquanto outra aeronave teria sido transportada por avião de transporte para exibição no Zhuhai Airshow.

Ao longo de 2025, a promoção continuou com a participação da aeronave na Aero India 2025, onde a United Aircraft Corporation (UAC) exibiu o Su-57 tanto em solo quanto em voo. Naquela ocasião, o piloto Sergey Bogdan foi o responsável pelas demonstrações aéreas, realizadas diante de uma grande plateia em um dos principais encontros da indústria da aviação mundial.

F-35 & Su-57

Enquanto isso, países como a Índia estão avaliando a potencial aquisição de caças furtivos de quinta geração como parte de seus programas de modernização. Nesse cenário, o Su-57 compete com alternativas ocidentais, como o F-35 Lightning II, enquanto o programa doméstico AMCA ainda está em fase de desenvolvimento, abrindo uma janela de oportunidade para fornecedores externos.

Nova Déli é um parceiro fundamental para Moscou. A nação do subcontinente indiano historicamente operou aeronaves de origem soviética e, agora, russa, como o MiG-21, que já foi aposentado. Mas hoje, o Su-30MKI é a espinha dorsal da Força Aérea Indiana.

Por fim, a confirmação da entrega do primeiro Su-57E à Força Aérea Argelina, com base na divulgação de material audiovisual, posiciona este país como o primeiro cliente internacional da plataforma. Isso reforça a estratégia da Rússia de consolidar a posição do Su-57E no mercado global, contando com exposições, acordos bilaterais e demonstrações operacionais para expandir sua base de usuários em diferentes regiões.

*Imagens meramente ilustrativas.

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