A Índia recebeu o quarto esquadrão do sistema S-400, fornecido pela Rússia, no âmbito do acordo bilateral firmado em 2018, reforçando as capacidades de defesa aérea da Força Aérea da Índia (IAF) e ampliando a cobertura estratégica no país asiático. O sistema S-400 encontra-se atualmente em trânsito rumo ao território indiano e sua chegada a um porto nacional está prevista para meados de maio, em linha com o cronograma estabelecido para a incorporação desses meios de longo alcance.
De acordo com fontes oficiais, a inspeção prévia ao envio foi concluída em 18 de abril por pessoal da Força Aérea da Índia (IAF), após o que o sistema foi despachado desde a Rússia na semana passada. Uma vez recebido, o novo esquadrão será deslocado para o setor de Rajasthan, com o objetivo de fortalecer a defesa antimísseis diante de potenciais ameaças provenientes do Paquistão.

O acordo original, avaliado em mais de 35 bilhões de rúpias, prevê a entrega de cinco esquadrões de sistemas S-400, cada um composto por 16 veículos, incluindo lançadores, radares e centros de comando e controle. Nessa configuração, o sistema possui capacidade de rastrear alvos a distâncias de até 600 quilômetros e engajá-los em um alcance de até 400 quilômetros, sendo eficaz contra aeronaves, mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados.
Paralelamente, o governo liderado pelo primeiro-ministro Narendra Modi autorizou a aquisição de cinco sistemas S-400 adicionais, ampliando o escopo do programa de defesa aérea. Esses sistemas oferecem capacidade de interceptação em um amplo espectro operacional, contribuindo para consolidar a cobertura sobre regiões estratégicas do subcontinente indiano.

Segundo estimativas, durante a denominada Operação Sindoor, a Índia teria empregado ao menos 11 mísseis S-400 de longo alcance em confrontos contra o Paquistão, conseguindo abater aeronaves de combate, plataformas de alerta aéreo antecipado e aviões de transporte. Essas ações evidenciaram a capacidade operacional do sistema em cenários de conflito de alta intensidade.
Durante essa operação, o Paquistão teria tentado, sem sucesso, atacar dois sistemas S-400 posicionados nos estados de Punjab e Gujarat, o que levou ao reposicionamento de seus ativos aéreos para bases em Quetta e Peshawar. Esse movimento foi motivado pela percepção de vulnerabilidade diante dos radares de longo alcance e da capacidade de interceptação proporcionada pelo sistema de origem russa.

No que diz respeito à projeção futura, espera-se que o quinto esquadrão seja implantado no setor central da fronteira com a China, ampliando a cobertura em um eixo adicional de relevância estratégica. Além disso, a Índia avalia a criação de uma instalação de manutenção, reparo e revisão (MRO) para os sistemas S-400 com participação do setor privado, incluindo a possibilidade de transferência de tecnologia.
Essa projeção está alinhada com declarações anteriores do Ministério da Defesa da Índia, que afirmou em comunicado oficial: “Para a Força Aérea da Índia, foram aprovadas propostas para a aquisição de aeronaves de transporte médio, o sistema de mísseis superfície-ar de longo alcance S-400, aeronaves de ataque pilotadas remotamente e a revisão dos motores do Su-30 (…) O sistema S-400 contrabalançará ataques aéreos de longo alcance do inimigo direcionados a áreas vitais, enquanto a aeronave de ataque pilotada remotamente permitirá a execução de operações aéreas coordenadas e contra-ataques ofensivos, além de fornecer inteligência, vigilância e reconhecimento de forma discreta.”
*Imagens meramente ilustrativas.
Você também pode se interessar por: Cobertura – Operação Jeanne d’Arc 2026: as Marinhas do Brasil e da França demonstram seu poder anfíbio no litoral do Rio






