A Marinha do Brasil realiza nesta segunda-feira (27), no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), a cerimônia de lançamento do Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73), quarto meio da classe “Macaé”. O Zona Militar já está presente no local e acompanha a chegada de autoridades civis e militares para o evento, que contará com a presença do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Diretamente do AMRJ, nosso correspondente observa também um importante indicativo da continuidade do programa: parte do casco do futuro Navio-Patrulha “Miramar” (P74) já pode ser vista nas proximidades, posicionada ao lado de onde ocorre a cerimônia e em frente ao “Mangaratiba”, evidenciando o avanço simultâneo da construção dos meios da classe.

Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73) – Zona Militar

Estamos acompanhando o lançamento do “Mangaratiba” nesta manhã, com a cerimônia prevista para ter início às 10 horas. Após essa etapa, o navio seguirá para a fase de finalização, com a integração de sistemas e sensores, antes de ser submetido ao período de provas de mar. Nessa fase, serão atestadas e certificadas suas qualidades náuticas, bem como o pleno funcionamento de todos os seus sistemas embarcados.

Somente após a conclusão dessas etapas será realizada a Mostra de Armamento, momento em que o navio será oficialmente transferido para o setor operativo da Marinha do Brasil, iniciando de fato sua vida operacional.

Projetado e construído no Brasil, o NPa “Mangaratiba” apresenta 54,2 metros de comprimento, sendo concebido para cumprir missões de patrulha, inspeção naval, busca e salvamento e proteção de infraestruturas críticas no mar. Com capacidade para até 51 militares e raio de ação de aproximadamente 2.500 milhas náuticas, o meio amplia a presença da Esquadra em áreas sensíveis, especialmente aquelas ligadas à exploração energética offshore.

Inserido no contexto da proteção da Amazônia Azul, o novo navio-patrulha assume papel relevante na vigilância de uma área que concentra ativos estratégicos como campos de petróleo e gás, rotas logísticas e estruturas marítimas críticas. A incorporação de meios dessa classe atende à necessidade de presença contínua e capacidade de resposta em um ambiente operacional cada vez mais complexo.

Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73) – Zona Militar

Do ponto de vista operacional, a classe “Macaé” se caracteriza pela versatilidade e pela capacidade de emprego em diferentes cenários, atuando desde ações de fiscalização até operações de apoio à segurança marítima. Nesse contexto, o “Mangaratiba” se insere como vetor de presença, contribuindo diretamente para o controle de áreas de interesse e para a salvaguarda dos interesses nacionais no mar.

A continuidade do programa também se reflete na construção do Navio-Patrulha “Miramar” (P74), em andamento no próprio Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, reforçando a manutenção de uma linha de produção estratégica e o fortalecimento da Base Industrial de Defesa.

Mais do que a incorporação de um novo meio, o lançamento do “Mangaratiba” reforça a necessidade de continuidade nos investimentos em meios de patrulha, fundamentais para garantir presença, monitoramento e capacidade de ação em uma das áreas mais estratégicas para o Brasil.

Talvez lhe interesse: A Infantaria de Fuzileiros Navais do Brasil amplia suas capacidades anfíbias com a incorporação de novas Embarcações de Desembarque Litorâneo

Publicidad

DEJA UNA RESPUESTA

Por favor deje su comentario
Ingrese su nombre aquí

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.