Além de caças furtivos F-35, a Força Aérea dos EUA está destacando drones armados MQ-9 Reaper a partir de Porto Rico para operar no Caribe

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An MQ-9 Reaper unmanned aerial vehicle lands at Joint Base Balad, Iraq, Nov. 10. Reapers are remotely piloted and can linger over battlefields, providing persistent strike capabilities to ground force commanders. This Reaper is deployed to the 46th Expeditionary Reconnaissance and Attack Squadron from Creech Air Force Base, Nev.

No contexto do crescente desdobramento militar no mar do Caribe, o governo dos EUA confirmou o envio de novos meios aéreos baseados em Porto Rico. Junto com os caças furtivos F-35, os EUA também estão destacando drones armados MQ-9 Reaper para intensificar suas operações na região, com foco especial em missões de vigilância e ataque contra organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. Esse movimento amplia a estratégia de pressão sobre a Venezuela e soma-se a uma série de incidentes recentes que elevaram as tensões com o regime de Nicolás Maduro.

A chegada dos drones MQ-9 Reaper foi evidenciada por imagens divulgadas em diversos meios internacionais, nas quais se observa um desses aparelhos armado com mísseis AGM-114 Hellfire operando a partir do Aeroporto Internacional Rafael Hernández de Aguadilla, no noroeste de Porto Rico. Capazes de realizar missões de reconhecimento e ataques de precisão, esses drones constituem uma das plataformas mais eficazes em operações contra alvos móveis, como lanchas rápidas empregadas por organizações dedicadas ao narcotráfico.

De fato, nos últimos dias, o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ter ordenado um ataque contra uma lancha que transportava drogas. O fato ocorreu em 2 de setembro em águas internacionais, em um contexto de intensificação das operações de segurança marítima impulsionadas pelo Pentágono na região. Diante do desdobramento dos MQ-9 Reaper, estima-se que a ação poderia ter sido executada por um desses drones. O episódio, que resultou na destruição da embarcação e na morte de seus onze ocupantes, ainda não foi atribuído oficialmente a uma unidade específica, embora a presença desses sistemas armados na área fortaleça tal hipótese.

Paralelamente, os EUA confirmaram o envio de um destacamento de até dez caças F-35 para Porto Rico. Essas aeronaves de quinta geração, dotadas de características furtivas e sistemas de combate de última geração, têm a missão de reforçar as capacidades de dissuasão aérea diante das crescentes tensões com a Aviação Militar Bolivariana da Venezuela. Nos últimos dias, caças F-16 venezuelanos realizaram passagens a muito baixa altura sobre o destróier USS Jason Dunham, o que foi denunciado pelo Departamento de Guerra como uma manobra hostil.

A decisão de enviar F-35 responde, ainda, a um quadro operacional mais amplo que inclui a presença de mais de 4.500 efetivos norte-americanos na região. Esse desdobramento se enquadra em uma estratégia militar sem precedentes no Caribe. Atualmente, os Estados Unidos mantêm na área o Agrupamento Anfíbio liderado pelo USS Iwo Jima (LHD-7), junto com os navios USS San Antonio (LPD-17) e USS Fort Lauderdale (LPD-28), totalizando mais de 2.000 fuzileiros navais. A essas forças somam-se destróieres da classe Arleigh Burke: os USS Gravely (DDG-107), USS Jason Dunham (DDG-109) e USS Sampson (DDG-102), além do navio de combate litorâneo USS Minneapolis-St. Paul (LCS-21).

Dias atrás também foi confirmado o desdobramento do cruzador de mísseis guiados USS Lake Erie (CG-70), equipado com o sistema de combate AEGIS, e do submarino nuclear de ataque USS Newport News (SSN-750), da classe Los Angeles. Esses ativos estão posicionados em áreas estratégicas do Caribe, ampliando a capacidade de reação de Washington diante de cenários de tensão militar ou de interdição contra grupos criminosos.

A escalada de incidentes no Caribe insere-se na estratégia da Casa Branca de declarar como “terroristas estrangeiros” certos cartéis, entre eles o Tren de Aragua, com forte presença na Venezuela e projeção regional. A designação habilita operações militares diretas e tem sido um dos fundamentos para justificar o aumento de meios aéreos e navais na região.

Nesse contexto, as declarações do presidente Donald Trump elevaram ainda mais a tensão diplomática. Após a segunda passagem de F-16 venezuelanos contra o USS Jason Dunham, o mandatário advertiu que, se alguma unidade norte-americana for colocada em risco, não hesitarão em abater as aeronaves hostis. A mensagem, dirigida diretamente ao regime de Caracas, confirma que o desdobramento de caças furtivos e drones armados não responde apenas ao combate ao narcotráfico, mas também a uma estratégia de dissuasão diante de eventuais choques militares no Caribe.

*Imagem de capa de caráter ilustrativo.-

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