Três contratorpedeiros da Marinha dos Estados Unidos serão destacados para a costa da Venezuela em apoio ao combate ao narcotráfico

0
STRAITS OF FLORIDA (May 2, 2025) The Arleigh Burke-class guided-missile destroyer USS Gravely (DDG 107), conducts integrated operations with the U.S. Coast Guard Cutter Isaac Mayo (WPC-1112), in the Straits of Florida, May 2, 2025. U.S. Navy assets are deployed under U.S. Northern Command’s maritime homeland defense authorities with a U.S. Coast Guard Law Enforcement Detachment embarked to enable maritime interdiction missions to prevent the flow of illegal drugs and other illegal activity. U.S. Northern Command is working together with the Department of Homeland Security to augment U.S. Customs and Border Protection along the southern border with additional military forces. (U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 1st Class Ryan Williams)

Como parte das operações de segurança marítima lideradas pelos Estados Unidos na região, três contratorpedeiros da Marinha norte-americana serão destacados para a costa da Venezuela a fim de fortalecer o combate ao narcotráfico. Nesse contexto, a Marinha dos Estados Unidos destacou os contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, USS Gravely (DDG-107), USS Jason Dunham (DDG-109) e USS Sampson (DDG-102), todos equipados com o sistema de combate Aegis.

O USS Gravely e o Jason Dunham partiram de Mayport na semana passada, enquanto o Sampson está próximo do Canal do Panamá. Além disso, o navio de combate litorâneo USS Minneapolis-St. Paul (LCS-21) já está operando perto de Curaçao, enquanto o Grupo Anfíbio de Prontidão (ARG) de Iwo Jima permanece em Norfolk aguardando condições climáticas favoráveis após a passagem de um furacão.

Além de meios de superfície, a mobilização inclui unidades aéreas e um submarino de ataque da classe Los Angeles, não identificado, cuja localização exata não foi especificada por motivos de segurança operacional. No total, estima-se que 4.000 militares da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos participarão dessas operações, que durarão vários meses em águas internacionais no Caribe.

O uso dessa força naval e aérea não se destina apenas a tarefas de vigilância e interdição, mas também permitirá, se necessário, a realização de operações de precisão contra alvos específicos. A combinação de contratorpedeiros Aegis, aeronaves P-8 Poseidon e um submarino de ataque com propulsão nuclear proporciona a Washington uma capacidade abrangente de dissuasão contra as rotas marítimas utilizadas por cartéis de drogas e, ao mesmo tempo, uma demonstração de força naval na região.

De Caracas, o presidente Nicolás Maduro reagiu duramente, afirmando que a Venezuela “defenderá seus mares, seus céus e suas terras” contra o que descreveu como “a ameaça extravagante, bizarra e absurda de um império em declínio”. Embora o Ministério das Comunicações não tenha emitido um comunicado oficial sobre a chegada dos navios, o discurso de Maduro deixou clara a rejeição de seu governo à intensificação da presença militar dos EUA no Caribe.

Este deslocamento não é um evento isolado. Em 2020, em meio a tensões políticas intensas com Caracas, o Comando Sul liderou uma das maiores operações navais no Caribe em décadas, mobilizando contratorpedeiros, embarcações de apoio logístico e aeronaves de patrulha. Ações semelhantes se repetiram desde então, formando um padrão de operações que combina o combate ao crime organizado transnacional com a projeção do poder naval dos Estados Unidos em sua zona de influência estratégica.

Com a chegada dos três contratorpedeiros, apoiados por meios aéreos e submarinos, Washington busca intensificar a pressão sobre organizações criminosas consideradas terroristas globais, incluindo o Cartel de Sinaloa e o grupo venezuelano Trem de Aragua. A operação faz parte da estratégia do governo americano para fortalecer a segurança nas fronteiras e conter os fluxos ilícitos para a América do Norte, em meio ao aumento das tensões diplomáticas e militares no Caribe.

*Imagens ilustrativas.

Você pode se interessar por: Com a participação de mais de 6.000 militares, 100 aeronaves e um porta-aviões nuclear, EUA e Canadá iniciaram no Alasca o Exercício Northern Edge 2025

Estamos procurando por você! Vaga aberta na Equipe Editorial da Blue Field Media para o cargo de Correspondente no Brasil

SIN COMENTARIOS

DEJA UNA RESPUESTA

Por favor deje su comentario
Ingrese su nombre aquí

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Sair da versão mobile