Como parte de seus programas de construção naval atuais e futuros, a Marinha dos EUA está avaliando melhorias de projeto para os novos porta-aviões nucleares da classe Gerald R. Ford, visando otimizar custos, tempo de construção e desempenho operacional das futuras unidades que entrarão em serviço nos próximos anos. Esses novos navios, o primeiro dos quais já está em serviço e operando no Oriente Médio, enquanto o segundo passa por testes no mar, têm como objetivo substituir os atuais porta-aviões da classe Nimitz nas próximas décadas, com o descomissionamento do USS Nimitz previsto para 2027.

USS Gerald R. Ford (CVN-78)
USS Gerald R. Ford (CVN-78)

A revisão ocorre antes da adjudicação dos contratos para os próximos navios da classe, visto que a Marinha dos EUA busca capitalizar a experiência adquirida com os primeiros navios da classe, particularmente o USS Gerald R. Ford (CVN-78), e os navios atualmente em vários estágios de construção e testes, como o futuro USS John F. Kennedy (CVN-79).

Entre os principais aspectos em revisão estão possíveis ajustes na configuração da ilha (a superestrutura elevada no convés de voo que abriga a ponte de comando, o controle de voo, os radares e as chaminés), melhorias no layout interno e otimizações em sistemas críticos, como o Sistema Eletromagnético de Lançamento de Aeronaves (EMALS) e o sistema de Recuperação de Agregados de Ar (AAG). Ambos esses elementos centrais do projeto da classe apresentaram desafios técnicos em seus estágios iniciais de implementação.

USS Gerald R. Ford – Marinha dos EUA
USS Gerald R. Ford – Marinha dos EUA

A revisão também visa reduzir os custos associados a cada unidade. Nesse sentido, o programa Ford tem sido historicamente criticado por seus altos custos — superiores a US$ 13 bilhões por navio para as primeiras unidades — o que levou a Marinha a buscar maior eficiência por meio da padronização dos processos de construção e da incorporação de melhorias incrementais no projeto.

Atualmente, o segundo porta-aviões da classe, o futuro USS John F. Kennedy (CVN-79), está passando por testes no mar, iniciados no começo de 2026, rumo à sua entrega e comissionamento. Durante essa fase inicial, a operação dos principais sistemas, equipamentos e componentes do porta-aviões de propulsão nuclear foi avaliada no mar pela primeira vez. Também foi sugerido que esta unidade já incorpora lições aprendidas com o CVN-78, com melhorias na integração de sistemas e nos processos de construção.

USS John F. Kennedy CVN-79 - Marinha dos EUA - HII
USS John F. Kennedy CVN-79 – Marinha dos EUA – HII

Enquanto isso, o terceiro navio, o USS Enterprise (CVN-80), continua em construção no estaleiro Newport News Shipbuilding, e o quarto, o USS Doris Miller (CVN-81), teve sua construção iniciada após o corte do aço em 2021, seguindo o contrato firmado em 2019, garantindo assim a continuidade do programa. O navio será também o segundo porta-aviões construído inteiramente com desenhos e procedimentos digitais, em vez de documentação tradicional em papel. A quilha do Doris Miller está prevista para ser assentada em 2026, com entrega esperada para 2032.

Paralelamente, com a divisão Newport News Shipbuilding (NNS) da Huntington Ingalls Industries responsável por sua construção, a Marinha dos EUA já nomeou seus futuros porta-aviões, incluindo o CVN-82 ​​USS William J. Clinton e o CVN-83 USS George W. Bush, refletindo sua intenção de manter uma linha de produção contínua de porta-aviões de propulsão nuclear como a pedra angular de seu poder naval.

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