Em uma tentativa de reforçar suas capacidades de defesa, a Ucrânia confirmou que comprará mais sistemas antiaéreos IRIS-T SLM/SLS da Alemanha, fabricados pela companhia Diehl Defence e que fariam parte de um pacote mais amplo de assistência militar preparado por Berlim. A novidade também foi reafirmada pelo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que, no marco de uma nova reunião do Grupo de Contato para a Defesa da Ucrânia, participou da assinatura do acordo correspondente para avançar na operação junto com seu homólogo ucraniano, Mykhailo Fedorov.

Ampliando em detalhes, cabe mencionar que tanto a Diehl Defence quanto a pasta de defesa alemã omitiram precisões a respeito de quantos lançadores IRIS-T seriam finalmente enviados à Ucrânia como parte deste novo pacote, embora os relatórios atualmente disponíveis indiquem que se trataria de cerca de 36 exemplares. Caso isso venha de fato a se concretizar, a entrega representará um importante impulso para as atuais capacidades de Kiev de defender seu espaço aéreo, após meses marcados por uma queda na quantidade de sistemas antiaéreos e mísseis enviados por seus aliados europeus.
Cabe recordar, neste ponto, que os sistemas IRIS-T já faziam parte da rede de defesa aérea formada pela Ucrânia, de modo que as unidades de artilharia antiaérea não deveriam ter maiores problemas para integrar os novos exemplares às suas fileiras. Como antecedente, é útil mencionar que, durante maio de 2025, os relatórios indicavam que contratos de mais de 2,2 bilhões de euros haviam sido adjudicados à mencionada fabricante alemã para financiar a produção de mais sistemas IRIS-T e dos mísseis que os equipam, com recursos também destinados a reforçar a produção dos mesmos dentro das fronteiras ucranianas.
Para além dos próprios sistemas IRIS-T até aqui mencionados, cabe destacar também que a Alemanha se comprometeu a continuar apoiando a Ucrânia por meio da adoção de diferentes medidas. Entre as mais destacáveis, podemos mencionar o fornecimento do que o ministro Pistorius denominou como “várias centenas de mísseis Patriot”, o que se enquadra dentro dos esforços realizados pela iniciativa de Ação Imediata em Defesa Aérea. Trata-se de um tema que tem sido prioritário para o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que em reiteradas ocasiões pediu a seus parceiros que não interrompam o fluxo de sistemas antiaéreos para seu país, especialmente após o temor de escassez provocado pela Operação Epic Fury e os consequentes atrasos nas entregas de mísseis de fabricação norte-americana.
Por outro lado, o ministro da Defesa alemão afirmou que Berlim também apoiaria com mais financiamento os esforços da Ucrânia para desenvolver capacidades que lhe permitam realizar ataques de longa distância, ao mesmo tempo em que destacou a assinatura de um novo acordo para facilitar o intercâmbio de informações do campo de batalha para as fábricas, com o objetivo de implementar melhorias nos sistemas produzidos. Por fim, cabe mencionar o investimento de cerca de 300 milhões de euros adicionais por parte do governo alemão para que as Forças Armadas ucranianas possam realizar compras de novos drones de longo alcance fabricados localmente.
Imagens utilizadas a título ilustrativo
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