Com a assinatura do Termo de Aceitação e Recepção Provisória (TERP), a Marinha do Brasil deu um passo significativo rumo ao comissionamento da primeira de suas novas fragatas da classe Tamandaré, um marco fundamental na modernização de sua frota de superfície e na consolidação de um dos programas navais mais ambiciosos do país nas últimas décadas. Na sexta-feira, dia 6 deste mês, foi assinado o documento referente à fragata Tamandaré (F200), a primeira das quatro planejadas no âmbito do Programa de Fragatas da Classe Tamandaré (PFCT), formalizando a transferência da embarcação para a Empresa de Gerenciamento de Projetos Navais (EMGEPRON).

O documento foi assinado pelas autoridades da EMGEPRON, chefiadas pelo seu Presidente, o Vice-Almirante (RM1) Amaury Calheiros Boite Junior, e pelo seu Diretor Financeiro, o Contra-Almirante (IM) Gustavo Pereira Pinto. Representando a Entidade de Propósito Específico Águas Azuis, responsável pela construção, estiveram presentes o seu Diretor Executivo, Fernando Queiroz, e o seu Diretor Financeiro, Edney Pereira. A assinatura do TERP (Termo de Aceitação e Recebimento Provisório) constitui uma importante etapa contratual no âmbito do PFCT (Programa Final de Construção Naval), uma vez que certifica que a plataforma cumpre os requisitos estabelecidos para a sua transferência inicial.
Com a aceitação provisória, inicia-se também o período de garantia dos principais sistemas e equipamentos da fragata, que já foram verificados durante as fases de testes de mar e integração. Este processo permitirá a avaliação contínua do desempenho da plataforma em condições operacionais antes da conclusão do ciclo contratual final.
A última etapa formal será a assinatura do Termo de Aceitação e Recebimento Final (TERD), prevista para aproximadamente um ano após a assinatura do TERP. Após o término desse prazo, a Marinha do Brasil finalizará o recebimento da fragata Tamandaré (F200), consolidando sua plena incorporação ao serviço ativo.

O programa de fragatas da classe Tamandaré foi lançado em 2017 como parte dos programas estratégicos da Marinha do Brasil, com o objetivo de substituir gradualmente as fragatas da classe Niterói, que por décadas formaram o núcleo da frota de escolta do país. Gerenciado pela EMGEPRON e executado pelo consórcio Águas Azuis, composto por Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, o projeto busca fortalecer a soberania marítima brasileira e consolidar a indústria naval nacional por meio de um significativo nível de conteúdo local.
Baseadas no projeto alemão MEKO A-100, as novas fragatas têm um deslocamento aproximado de 3.500 toneladas e são projetadas como escoltas multifuncionais capazes de operar em missões de guerra antissuperfície, antiaérea e antissubmarino. Seu armamento principal inclui o sistema de mísseis antiaéreos Sea Ceptor, o míssil antinavio MANSUP, desenvolvido localmente pela SIATT, um canhão Leonardo de 76 mm, canhões Rheinmetall de 30 mm, lançadores de torpedos e modernos sistemas de sensores e gerenciamento de combate compatíveis com os padrões da OTAN.

Enquanto o Tamandaré (F200) avança rumo à sua entrada em serviço definitiva, prevista para 2026, o restante do programa mantém seu ritmo de construção. A segunda unidade, Jerônimo de Albuquerque (F201), foi lançada ao mar em 2025 e encontra-se atualmente na fase de integração de sistemas; a terceira, Cunha Moreira (F202), continua sua montagem após o lançamento da quilha; e a quarta, Mariz e Barros (F203), teve sua construção iniciada no início de 2026. Com essas unidades, o Brasil busca consolidar uma nova geração de navios de escolta que apoiará sua projeção naval no Atlântico Sul e fortalecerá sua autonomia tecnológica e industrial.
*Imagens utilizadas para fins ilustrativos. Créditos: Marinha do Brasil.
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