Na última semana, caças da Rússia ativaram o destacamento de caças F-35A Lightning II e CF-18 Hornet das Forças Aéreas dos EUA, Noruega e Canadá. A presença de aeronaves russas de reconhecimento e vigilância Tu-142M3 e Il-20M acionou protocolos de alerta para identificá-las, rastreá-las e interceptá-las em águas internacionais.

Segundo o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), em 4 de março, “…aeronaves americanas e canadenses identificaram, rastrearam e interceptaram com sucesso aeronaves militares da Rússia através da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) do Alasca, no espaço aéreo internacional ao norte do Alasca…”.
Graças a imagens divulgadas pelo NORAD, a Rússia mobilizou pelo menos uma aeronave de reconhecimento Tu-142M3, pertencente à sua Marinha. Em resposta, a Força Aérea dos EUA enviou caças de quinta geração F-35A Lightning II da 354ª Ala de Caça, sediada na Base Aérea de Eielson, no Alasca. A Força Aérea Real Canadense também participou da operação com dois caças CF-18 Hornet para interceptar a aeronave quadrimotora russa.
Vale ressaltar que os Tu-142 da Marinha Russa foram projetados para reconhecimento marítimo e guerra antissubmarino de longo alcance. Desenvolvida a partir do conhecido bombardeiro estratégico Tu-95 Bear, a variante M3 (Bear F) é operada por duas unidades da Aviação Naval Russa, uma das quais pertence à Frota do Pacífico, sediada no Krai de Primorsky.

Alerta no Norte da Europa
Ontem, as Forças Armadas da Noruega relataram dois incidentes envolvendo aeronaves russas, ambos aviões de reconhecimento e vigilância Il-20M. A presença das aeronaves militares russas deve-se ao interesse de Moscou nas atividades da OTAN no âmbito do Exercício Cold Response 2026, um exercício de treinamento para o qual um número considerável de recursos aéreos, navais e terrestres foi mobilizado na Noruega e na Finlândia.
Durante seus voos de reconhecimento em espaço aéreo internacional, o Il-20M foi detectado precocemente pelos sistemas de controle de tráfego aéreo das Forças Armadas da Noruega, o que levou ao destacamento, a partir da Base Aérea de Evenes, de uma seção de Alerta de Reação Rápida composta por dois caças de quinta geração F-35A Lightning II.
“…Na manhã de terça-feira, um Ilyushin Il-20M sobrevoou o espaço aéreo internacional próximo a Finnmark… Esta aeronave também foi identificada e seguida por dois F-35 noruegueses antes de virar para o norte a partir de Sørøya e retornar à Península de Kola por volta das 12h…”, informaram as Forças Armadas da Noruega.

No incidente de quarta-feira, caças F-35A Lightning II “…identificaram e rastrearam a aeronave ao longo da costa norueguesa antes que ela virasse para o norte, perto de Vesterålen. A aeronave então voou para o sul mais duas vezes, chegando até Lofoten, antes de retornar à Península de Kola por volta das 13h30…”
Vale ressaltar que esse tipo de incidente é comum na região, a ponto de a Força Aérea Real Norueguesa realizar, em média, 40 missões de Alerta de Reação Rápida por ano. Atualmente, a responsabilidade recai sobre os F-35A, mas até alguns anos atrás, caças F-16AM/BM Fighting Falcon também participavam.
Imagem da capa: NORAD
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