Na terça-feira, 3 de março, as Forças Armadas do Equador e dos Estados Unidos iniciaram uma série de operações conjuntas contra organizações terroristas designadas, marcando um novo capítulo na cooperação militar bilateral. Segundo as imagens divulgadas pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), efetivos de ambos os países participaram de incursões noturnas apoiadas por helicópteros H225M, com o objetivo de neutralizar células vinculadas ao narcoterrorismo e a redes do crime organizado transnacional.

O SOUTHCOM destacou que essas manobras representam “um poderoso exemplo do compromisso dos parceiros da América Latina e do Caribe para combater o flagelo do narcoterrorismo”. No mesmo sentido, o general Francis L. Donovan, comandante do Comando Sul, elogiou a coragem do pessoal equatoriano por seu “inquebrantável compromisso nesta luta”. Durante sua recente visita a Quito, Donovan reuniu-se com o presidente Daniel Noboa para analisar mecanismos de cooperação, intercâmbio de informações e coordenação operacional em aeroportos e portos estratégicos.
Entre os dias 1 e 2 do corrente mês, o general Donovan também manteve reuniões com o ministro da Defesa Nacional, Gian Carlo Loffredo Rendón, e com altos comandos das Forças Armadas equatorianas. O encontro, realizado em um ambiente de cooperação e confiança mútua, incluiu uma agenda centrada na interoperabilidade e no apoio às operações contra organizações criminosas. Uma fotografia divulgada pela Embaixada dos Estados Unidos em Quito mostra Donovan apertando a mão do ministro Loffredo Rendón, gesto que simboliza a firme vontade de ambos os países de fortalecer a segurança regional.
O anúncio das operações conjuntas ocorreu um dia depois de o presidente Noboa confirmar o início de uma “nova fase” na guerra contra o narcotráfico e a mineração ilegal, reafirmando a aliança com os EUA. Na reunião, participaram ainda o contra-almirante Mark A. Schafer, responsável pelo Comando de Operações Especiais Sul, e autoridades do Ministério da Defesa. A colaboração busca reforçar a presença militar em áreas críticas e frear o fluxo de entorpecentes procedentes da Colômbia e do Peru.
A cooperação entre Equador e Estados Unidos se consolidou desde 2023 por meio de múltiplas iniciativas destinadas a fortalecer as capacidades de defesa e segurança. Entre as mais relevantes estão a doação de um radar 3D de vigilância aérea TPS-43, concretizada em setembro de 2025 durante a visita do almirante Alvin Holsey, e a assinatura do Memorando de Acordo sobre Interoperabilidade e Segurança das Comunicações (CISMOA). Esse marco permite o intercâmbio seguro de informações sensíveis e a proteção de infraestruturas críticas diante de ameaças emergentes.

A esses esforços somam-se importantes transferências de equipamento militar por parte de Washington. Em abril de 2025, o Departamento de Estado aprovou uma venda de 64 milhões de dólares em suporte logístico para os fuzis M4A1 do Exército Equatoriano, enquanto, em janeiro passado, a Marinha do Equador incorporou a patrulheira Isla Santa Rosa, doada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Essas ações refletem uma política sustentada de assistência e modernização das forças armadas equatorianas, no âmbito de uma cooperação estratégica que abrange tanto a segurança marítima quanto o controle aéreo e terrestre.
O fortalecimento da aliança bilateral responde ao agravamento do cenário interno no Equador, hoje um dos países mais atingidos pela violência vinculada ao narcotráfico. As operações lançadas junto aos Estados Unidos buscam recuperar o controle do território, interromper as rotas do contrabando e restaurar a segurança cidadã, consolidando o Equador como um parceiro-chave na luta hemisférica contra o narcoterrorismo.
Imagens empregadas a título ilustrativo.-
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