No segundo dia da Operação Epic Fury, as Forças Armadas dos Estados Unidos e de Israel continuam sua campanha militar contra o Irã. Embora a superioridade militar norte-americana seja total, as Forças Armadas iranianas estão realizando ataques contra alvos militares em países vizinhos e em Israel, bem como contra ativos estratégicos de alto perfil. Nesse sentido, entre eles estão, sem dúvida, os porta-aviões da Marinha dos EUA (U.S. Navy) que operam na região, a saber: o USS Abraham Lincoln, presumivelmente operando a partir do Mar Arábico, e o USS Gerald R. Ford (CVN-78), que chegou dias atrás à costa de Israel e presumivelmente opera a partir do Mediterrâneo Oriental.

Um dos comunicados mais recentes emitidos nas redes sociais pelo United States Central Command (CENTCOM), com o objetivo de desmentir versões divulgadas por meios iranianos, confirmou que o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln não foi atingido por mísseis lançados pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã.
Além do comunicado divulgado horas antes nas redes sociais, o CENTCOM confirmou, no entanto, que o porta-aviões, assim como potencialmente outros navios que compõem seu Grupo de Ataque — como destróieres de mísseis guiados —, estão entre os alvos designados pelo Irã em resposta aos ataques recebidos nos últimos dois dias por parte dos Estados Unidos e de Israel.
“O USS Abraham Lincoln (CVN-72) não foi atingido. Os mísseis lançados nem sequer se aproximaram. O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do United States Central Command (CENTCOM) para defender o povo americano eliminando as ameaças do regime iraniano”, informou oficialmente o Comando Central, sem detalhar, contudo, que tipo de mísseis as forças iranianas tentaram utilizar para atacar um dos ativos estratégicos mais importantes desdobrados pelos Estados Unidos na região.
Nesse aspecto, é preciso destacar que a Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica concentra grande parte do desenvolvimento de mísseis de cruzeiro e balísticos do regime iraniano, sendo o principal instrumento de retaliação e contra-ataque utilizado pelo país em resposta aos ataques realizados pelos EUA e por Israel desde a madrugada de 28 de fevereiro.
Embora o comunicado afirme que “os mísseis lançados nem sequer se aproximaram”, a ameaça que representam, bem como as ações e precauções que os navios — neste caso, os porta-aviões — devem adotar, não devem ser subestimadas.
Como antecedente digno de menção, pode-se recordar as operações realizadas no ano passado pelo USS Harry S. Truman (CVN-75) enquanto operava na região, em uma situação semelhante na qual foi alvo de ataques realizados por forças houthis, que são apoiadas pelo Irã.
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