A Operação Orion 2026, um dos maiores exercícios navais da OTAN com nações aliadas, representa um novo marco na projeção internacional da Marinha do Brasil. Nesta edição, o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil participa a bordo do porta-helicópteros anfíbio da Marinha Francesa, o Mistral, consolidando suas capacidades expedicionárias e a integração com as forças aliadas. Desde 14 de fevereiro, os fuzileiros navais brasileiros participam das fases mais exigentes do exercício multinacional, ao lado de unidades dos Estados Unidos, Espanha, Grécia, Itália e Reino Unido.

O contingente brasileiro, composto por dezesseis militares, embarcou no navio Mistral no porto de Saint-Nazaire para participar de operações conjuntas com a Marinha e a Força Aérea francesas. A primeira fase incluiu o desembarque anfíbio, etapa fundamental do exercício, cujo objetivo era avaliar a execução de movimentos de navio para terra no litoral atlântico. Durante essa fase, os fuzileiros navais brasileiros aplicaram técnicas e procedimentos anfíbios, com especial atenção à coordenação entre as armas e à interoperabilidade com os recursos do país anfitrião.
Entre 15 e 17 de fevereiro, o treinamento prosseguiu para a fase terrestre, com o desdobramento de tropas em profundidade. As forças brasileiras e francesas realizaram manobras combinadas para assegurar e manter posições estratégicas, com o apoio de veículos blindados, aeronaves e drones. As condições climáticas adversas, caracterizadas por baixas temperaturas e chuva persistente, testaram a prontidão das tropas brasileiras, que atingiram os objetivos operacionais estabelecidos.
Simultaneamente, outras atividades foram realizadas em diversas localidades do país. No porto de Lorient, doze mergulhadores do grupo de desminagem de Brest da Marinha Francesa realizaram operações de reconhecimento e neutralização de dispositivos subaquáticos como parte da campanha de guerra de minas. Essas ações ocorreram dentro de um destacamento maior que reuniu mais de 12.500 militares, 25 navios — incluindo o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle (R91) — e aproximadamente 140 aeronaves.

A participação do Brasil na Operação Orion 2026 baseia-se na experiência da Operação Catamaran 2025, também liderada pela França. Naquela ocasião, um contingente da Marinha Francesa (CFN) embarcado no navio de assalto anfíbio Tonnerre participou ao lado de unidades da Espanha, Estados Unidos, Itália e Reino Unido, fortalecendo os mecanismos de interoperabilidade e cooperação com os aliados atlânticos. Esse exercício lançou as bases para o atual desdobramento, no qual o Brasil reafirma seu alinhamento com os padrões operacionais da OTAN.
Com sua presença na Operação Orion 2026, a Marinha do Brasil amplia seu alcance para além do Atlântico Sul e reforça seu perfil como uma força expedicionária moderna, totalmente integrada a coalizões multinacionais. Para seus fuzileiros navais, o exercício proporciona treinamento avançado em cenários de alta intensidade, além de consolidar a capacidade do país de operar ao lado de parceiros estratégicos em operações internacionais de defesa e segurança.
*Créditos da imagem: Marinha do Brasil
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