Ao longo das últimas jornadas, e como parte da Operação Orión, as Forças Armadas francesas vêm exibindo o músculo militar da França por meio do deslocamento do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, juntamente com um numeroso grupo multinacional de escoltas e navios de apoio, em direção ao Atlântico Norte e projetando suas capacidades para o Ártico. Entre as últimas novidades, enquadradas no que pode ser denominado Fase de Reunião e aquecimento, destacou-se a integração ao Grupo Aeronaval francês da fragata Mohammed VI da Marinha Real do Reino de Marrocos, com o objetivo de somar-se a um crescente grupo de escoltas multinacional.

A Mohammed VI é o navio capitânia da Marinha Real marroquina, pertencente à variante antissubmarino da classe de fragatas FREMM, tendo sido incorporada ao serviço em 30 de junho de 2014. Sua presença na Operação Orión marca a importância que a atividade multinacional, a qual terá início em 8 de fevereiro e se estenderá até o próximo dia 30 de abril, possui para as Forças Armadas do país do norte da África, importância esta medida tanto pela demonstração de capacidades quanto pelo nível de prontidão, preparação e treinamento em âmbito de coalizão que sua tripulação terá.
Isso é evidenciado pelos exercícios prévios realizados pela fragata antes de sua integração ao Grupo Aeronaval francês liderado pelo Charles de Gaulle, ao conduzir treinamentos e manobras com um dos navios da Marinha Nacional que escoltam o porta-aviões nuclear.



Por parte das Forças Armadas francesas, por meio da conta oficial do Grupo de Ataque de Porta-Aviões, foi destacada a participação da Mohammed VI como um passo fundamental no fortalecimento das relações entre ambos os países, ampliando a cooperação e a interoperabilidade entre suas respectivas marinhas.
Também não se deve deixar de mencionar que, ao longo dos últimos dias, o Grupo Aeronaval do porta-aviões Charles de Gaulle vem aumentando seu tamanho com a chegada de navios de outras nações, entre os quais se destaca a presença da fragata F-101 Álvaro de Bazán da Marinha Espanhola e da fragata HNLMS Evertsen (F805) da Marinha Real dos Países Baixos.
Para dar a real dimensão dos exercícios, basta mencionar a participação de 12.000 militares, 25 navios, 140 aeronaves e drones, além de unidades terrestres desdobradas em diferentes regiões da França.
Além da França, Marrocos e Espanha, entre os países participantes encontram-se Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estônia, Croácia, Itália, Grécia, Japão, Noruega, Luxemburgo, Países Baixos, Polônia, Catar, Romênia, Reino Unido, Singapura e Suíça.
Por fim, e enquanto a fase de planejamento e reunião se aproxima de seu encerramento, a Operação Orión entrará em sua próxima fase com a integração de todos os meios e ativos militares sob uma estrutura de comando e controle conforme os padrões da OTAN.
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