Tendo como contexto a visita do primeiro-ministro indiano Narendra Modi a Washington, os EUA e a Índia fecharam recentemente um novo acordo de parceria estratégica que se estenderá por uma década, no qual ambos os países demonstram seu interesse em consolidar uma aliança para enfrentar o poderio chinês na região. Entre as várias novidades no setor de defesa mencionadas no documento, o presidente Donald Trump anunciou que pretende aumentar consideravelmente as vendas de novo material militar para o país asiático a partir deste ano, sendo a mais destacada a possibilidade de fornecer seus caças de quinta geração F-35 Lightning II para a Força Aérea da Índia.

Embora ainda não tenham sido divulgados os detalhes de um possível acordo para a aquisição da plataforma fabricada pela Lockheed Martin, o qual poderia levar anos para ser concretizado, o presidente dos EUA declarou durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro Modi:“Aumentaremos as vendas militares para a Índia em muitos bilhões de dólares. Também estamos abrindo caminho para que, no futuro, a Índia receba os caças furtivos F-35.”

Vale lembrar que o caça F-35 participou recentemente do importante festival internacional Aero India 2025, realizado na Base Aérea de Yelahanka, em Bangalore, com mais de 800 empresas e delegações. Especificamente, os EUA enviaram um total de duas aeronaves do modelo para participarem tanto das exposições estáticas quanto das demonstrações aéreas.

No mesmo evento, também marcaram presença aqueles que, sem dúvida, podem ser considerados os principais concorrentes em um futuro programa de aquisição da Força Aérea Indiana (IAF), como os Su-57 de origem russa, que realizaram voos de demonstração sob o comando do piloto Sergey Bogdan. Essa questão é particularmente relevante, considerando que a Índia está prestes a relançar um programa MRFA (Multi-Role Fighter Aircraft) para adquirir até 114 novos aviões de combate, buscando fortalecer suas capacidades diante da atual situação de seus esquadrões, que operam em um número inferior ao planejado pelos comandos militares (atualmente há apenas 31 dos 42 esquadrões estipulados).

Até o momento, todos os candidatos apresentados para o processo de seleção da IAF são classificados como aeronaves de geração 4.5, sendo que a chegada de possíveis propostas de caças de quinta geração pode alterar significativamente o cenário. Em detalhes, as diversas propostas já apresentadas incluem a aquisição dos caças F/A-18E/F Super Hornet e F-15EX Eagle II dos EUA, MiG-35 e Su-35 da Rússia, Rafale franceses, Gripen E suecos e Eurofighters da variante Tranche 5. Dada a evidente aproximação entre Nova Délhi e Washington após a assinatura deste novo acordo, o F-35 teria vantagens importantes na competição, embora a proposta russa continue relevante, oferecendo opções de fabricação local e cooperação no desenvolvimento do caça autóctone AMCA.

Por ora, é importante destacar que analistas do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA indicaram que a Índia deverá investir cerca de US$ 200 bilhões ao longo da próxima década para fortalecer suas capacidades de defesa, o que representa uma grande oportunidade para os EUA ganharem espaço em um mercado até então dominado por produtos russos. Nesse sentido, além da possível venda dos caças F-35, os EUA também pretendem comercializar outros equipamentos militares, como os veículos blindados 8×8 Stryker e os mísseis antitanque Javelin. Em ambos os casos, assim como na proposta russa para o Su-57, as empresas norte-americanas ofereceram a possibilidade de envolver a indústria militar indiana na fabricação dos equipamentos — uma das principais políticas do governo Modi para aumentar sua autonomia no setor.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.

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