Tornando-se a primeira “baixa política” do processo de compra dos novos aviões de combate para a Força Aérea do Peru (FAP), hoje foi conhecida a renúncia do general da reserva Carlos Díaz Dañino ao cargo de ministro da Defesa.
A notícia, que causou surpresa e desconcerto na opinião pública, surgiu nos meios jornalísticos nas primeiras horas do dia, com base em uma carta enviada à Presidência da República, na qual o funcionário renunciante aponta sua “discordância substancial” com o adiamento da negociação.

O conteúdo da carta gera ainda mais dúvidas sobre como está sendo conduzida essa aquisição há tanto tempo aguardada pela FAP, considerada a mais importante desde que, em 1982, foram comprados novos de fábrica os caças-bombardeiros franceses Mirage 2000.
Um elemento-chave a considerar nesse drama é que o agora ex-ministro Díaz Dañino, que havia sido designado em 17 de março de 2026, tinha sido convocado pela Comissão de Defesa do Congresso da República para prestar esclarecimentos a respeito.

Dessa forma, acrescenta-se mais um capítulo à preocupante controvérsia sobre a compra dos F-16 Block 70 da empresa Lockheed Martin, dos Estados Unidos, cuja assinatura do contrato ocorreu na última segunda-feira em Lima, mas que posteriormente passou a ser colocada em dúvida pela mais alta autoridade do Palácio do Governo.
Fontes vinculadas à aviação militar reiteraram a necessidade urgente de concretizar esse moderno reequipamento e não permitir atrasos, pois a condição atual dos meios de defesa aérea peruanos encontra-se em seus níveis históricos mais baixos.
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