Como parte de sua visita aos Estados Unidos, e no âmbito de encontros bilaterais entre os respectivos ministérios da Defesa, a Argentina acordou finalmente avançar na aquisição de helicópteros UH-60 Black Hawk para equipar o Exército Argentino. A novidade foi divulgada há instantes após a conclusão de uma reunião entre o Ministro da Defesa argentino, o Tenente-General Carlos Presti, e o Subsecretário de Guerra para a Defesa Nacional e a Segurança das Américas, Joseph M. Humire, juntamente com o Diretor Sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional (NSC), Michael Jensen.

Em detalhe, e segundo se depreende da publicação nas redes sociais do Ministério da Defesa, durante a “… reunião, conversaram sobre a incorporação de sistemas de defesa que contribuam para proteger nossos recursos e infraestrutura crítica, fundamentais para resguardar o futuro do país, e sobre o desenvolvimento de capacidades multidomínio, como a ciberdefesa”.
Acrescentando, em relação às incorporações de material, que: “Foi acordado aumentar a quantidade de veículos blindados Stryker e incorporar helicópteros Black Hawk, um salto qualitativo que fortalece a resiliência nacional. Também foi destacado o papel das aeronaves P-3 Orion no controle de nossos recursos e a necessidade de consolidar capacidades navais que assegurem a soberania no mar. Além disso, analisaram a evolução do projeto F-16 e seu impacto operacional para a Argentina e a região”.
A confirmação é uma notícia aguardada há muito tempo pela Direção de Aviação do Exército, que há anos projeta e planeja a incorporação de uma nova plataforma com a qual substituir os atuais helicópteros Bell UH-1H Huey/Huey II, que acumulam um extenso e destacado histórico de serviço de 50 anos.
Inclusive, registra-se no passado um processo licitatório para sua aquisição que teve lugar no final de 2024 e previa a compra de três S-70/UH-60 Black Hawk, sendo posteriormente cancelado no início de 2025 por razões orçamentárias e reordenamento de recursos.


No entanto, e como adiantara o próprio Tenente-General Presti à Zona Militar em 2025, antes de sua designação à frente do Edifício Libertador, o Exército continuou analisando e ponderando opções a fim de “…inocular germes de inovação em uma estrutura maior como é a Aviação do Exército, que conta com dezenas de helicópteros Huey e Huey II… O Exército perdeu, já há mais de 40 anos, a capacidade que possuía de helicópteros médios e pesados. Os Chinook ficaram em 1982 nas Malvinas e nunca mais foram recuperados…”.
Por fim, diante da novidade do anúncio, não foram fornecidos maiores detalhes sobre a forma como serão adquiridos, nem precisões sobre a versão do Black Hawk que poderia ser fornecida pelos Estados Unidos, sendo cogitados, no campo da especulação, modelos da variante Lima que estão próximos de serem retirados de serviço pelo Exército dos EUA.
Talvez lhe interesse: O UH-60 Black Hawk, candidato a dar o primeiro passo com o núcleo de modernidade da Aviação do Exército



