Nas últimas horas, uma imagem chamou a atenção da comunidade internacional de especialistas. Mais especificamente, uma série de fotografias confirmou que os icônicos caças MiG-29 da Força Aérea da Sérvia estão sendo equipados com mísseis de cruzeiro CM-400 fornecidos pela China, como parte do fortalecimento da cooperação militar entre Belgrado e Pequim.

Na fotografia mencionada, acompanhada de uma posterior, um dos MiG-29 ainda em serviço na Força Aérea Sérvia pode ser visto equipado com dois mísseis de cruzeiro CM-400. Esses mísseis são um desenvolvimento da Corporação de Ciência e Indústria Aeroespacial da China (CASIC), conferindo assim à aeronave de origem soviética/russa capacidades únicas de combate ar-solo para a região dos Balcãs.
Antes de entrarmos em detalhes específicos sobre o míssil, bem como sobre os possíveis esforços empreendidos por técnicos sérvios e chineses para a integração míssil-aeronave, cabe mencionar que a Força Aérea Sérvia opera atualmente o MiG-29 como sua principal aeronave de combate. Essas aeronaves são remanescentes das unidades adquiridas durante a década de 1980, na época da antiga Iugoslávia.

Após os conflitos que levaram à desintegração do país, a Sérvia conseguiu manter um pequeno núcleo de MiG-29, sobreviventes da Operação Força Aliada da OTAN. Atualmente, embora os números de disponibilidade possam variar, o país mantém uma frota de quatorze aeronaves, modernizadas para a versão “MiG-29SM+”, após receber aeronaves transferidas de Moscou.
Olhando para o futuro, é importante notar que, dada a dificuldade de sua manutenção e conservação — que foi em grande parte facilitada pela forte e historicamente positiva relação entre a Sérvia e a Rússia — essa tarefa tem se tornado cada vez mais desafiadora ao longo dos anos.

Isso levou Belgrado a iniciar um de seus planos de modernização militar mais ambiciosos com a compra de doze (12) novos caças Dassault Rafale da França, emulando assim a Croácia, que já incorporou seus F3R após a transferência da Força Aérea e Espacial Francesa.
Embora a assinatura do contrato e sua implementação parecessem definir o futuro dos MiG-29, que aguardariam a aposentadoria de seus substitutos franceses, a integração com novos armamentos chineses, como os mísseis e bombas CM-400 mencionados anteriormente, pode indicar que, apesar da incorporação dos Rafale, eles podem continuar operando em uma função diferente, focada em missões de ataque a longa distância.

Voltando agora à presença de mísseis chineses nos MiG-29 sérvios, é importante mencionar os crescentes laços entre Belgrado e Pequim, onde o governo chinês se posiciona como um fornecedor alternativo e inovador de equipamentos militares, um papel historicamente desempenhado pela Rússia.
Antes da confirmação da entrega do míssil CM-400, as Forças Armadas da Sérvia já haviam incorporado e operavam seus novos sistemas de defesa aérea FK-3, uma versão de exportação do HQ-22 em serviço na Força Aérea do Exército de Libertação Popular (PLAAF).

Continuando a análise, é importante mencionar que a integração da combinação CM-400/MiG-29 foi possibilitada pelo fornecimento de outros equipamentos pela China, principalmente o Sistema Autônomo de Controle de Tiro de Armas (SWFCS) CATIC — designado WZHK-1 — que permite a integração de mísseis e bombas chineses em outras plataformas de combate. Isso é ainda mais evidente em outra fotografia que mostra um MiG-29 diferente, ou talvez o mesmo, equipado com uma bomba guiada LS6-500 de 1.000 libras.
Retornando ao CM-400, suas capacidades de ataque a longa distância e à distância, que ele proporciona à Força Aérea Sérvia, são particularmente notáveis. Ele é descrito como um míssil quase balístico lançado do ar. Impulsionado por um motor de foguete de combustível sólido, é altamente manobrável e especialmente adequado para guerra antissuperfície.

Finalmente, com a confirmação da entrega — embora seu status operacional permaneça incerto, assim como se os voos registrados foram para testes e avaliação — a Sérvia se tornou uma nova operadora do CM-400, seguindo os passos da Força Aérea do Paquistão, que o utiliza em seus caças JF-17 Thunder.
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