Quase um mês após iniciar seu desdobramento, o porta-aviões nuclear USS George H. W. Bush retornou à Base Naval de Norfolk após completar um Exercício de Unidade de Treinamento Composto (COMPTUEX) no Atlântico, o qual previamente incluiu atividades destinadas a preparar o conjunto de meios desdobrados para a ocasião, entre os quais esteve incluída uma fragata espanhola. A novidade em questão surge após a publicação de imagens nas redes sociais que mostram o navio entrando em seu porto base na Virgínia, as quais foram divulgadas por observadores locais e acompanhadas de uma descrição indicando que foram captadas durante o dia de ontem.

El portaaviones nuclear USS George H.W. Bush (CVN 77) - US Navy
El portaaviones nuclear USS George H.W. Bush (CVN 77) – US Navy

Ampliando alguns detalhes, fontes de inteligência aberta (OSINT) assinalaram que agora o navio será submetido a um processo de reabastecimento na mencionada Base Naval de Norfolk, em preparação para o que se prevê ser um novo desdobramento que o levaria ao Oriente Médio para participar de operações direcionadas contra o Irã. Particularmente, espera-se que a embarcação, juntamente com sua escolta, passe a ser a força que substituirá o Grupo de Ataque liderado pelo USS Gerald R. Ford, o qual se encontra na região após ter completado um desdobramento de cerca de 200 dias no Caribe, formando parte da pressão exercida por Washington contra a ditadura venezuelana.

Por outro lado, revisando brevemente em que consistiu o recente desdobramento do porta-aviões USS George H. W. Bush, cabe destacar que este liderou o denominado Carrier Strike Group TEN (CSG 10), o qual pela primeira vez pôde contar com a presença de todos os elementos que o compõem durante o exercício COMPTUEX. Como tal, o adestramento buscou avaliar seu desempenho em um ambiente de treinamento complexo, especialmente com o objetivo de fortalecer as capacidades de comando coordenado de todos os navios participantes e colocar à prova suas capacidades de atuar em missões nas quais seja requerido um uso intensivo de seus meios de defesa aérea, entre outras tarefas.

Colocando a lupa nos navios que operaram junto ao porta-aviões por parte da Marinha dos Estados Unidos, podemos mencionar a presença de quatro destróieres da classe Arleigh Burke, com uma lista composta pelos USS González (DDG 66), USS Mason (DDG 87), USS Ross (DDG 71) e USS Donald Cook (DDG 75). Somado a eles, e fazendo alusão ao mencionado navio espanhol que esteve envolvido, deve-se mencionar o desdobramento da fragata Blas de Lezo, pertencente à classe F-100. Neste último caso, tratou-se da segunda vez que a embarcação participou de um exercício deste tipo, tendo como objetivo aumentar o grau de interoperabilidade com a Marinha dos Estados Unidos e colocar à prova as capacidades de sua tripulação.

Para Madri, isso por sua vez também fez parte de um marco mais amplo que foi celebrado no passado dia 5 de fevereiro nos canais oficiais da Armada Espanhola, a saber, o fato de manter desdobradas simultaneamente suas cinco fragatas F-100. Segundo indicou a instituição naquelas datas, a Álvaro de Bazán (F-101) integrou-se a uma força liderada pelo porta-aviões francês Charles de Gaulle, a Almirante Juan de Borbón (F-102) liderando o SNMG-1 da OTAN, a Méndez Núñez (F-104) na operação Eagle Eye e a Cristóbal Colón (F-105) na Steadfast Dart 2026, esta última agora desdobrada em direção a Chipre.

Imagem de capa: Petty Officer 3rd Class John Farren

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