Mais de quatro anos após o início da invasão da Ucrânia, as Forças Terrestres Russas vêm refinando o emprego, em grande número, de munições merodeadoras de diversos tipos. O acúmulo de experiência operacional com essa classe de veículos aéreos não tripulados — popularizados como drones kamikaze — repercutiu na indústria russa, que vem fornecendo esses sistemas em número cada vez maior e em uma ampla variedade de modelos, como demonstra a recente apresentação da nova munição vagante KUB-10ME por parte do consórcio Kalashnikov Concern.
Embora seja conhecido mundialmente por sua linha de fuzis, dos míticos AK-47 às versões mais modernas da família “AK”, o consórcio Kalashnikov também vem obtendo êxito no projeto, desenvolvimento e produção de munições merodeadoras táticas para emprego pelas Forças Terrestres Russas.
Isso fica evidente na linha “KUB”, que reúne diversos modelos, os quais variam em seu alcance operacional e no tipo de emprego — seja antipessoal, antiblindagem ou contra veículos. Conforme informa o próprio consórcio, nessa linha encontram-se a KUB-E, com alcance máximo de 25 quilômetros; a KUB-10E, com alcance operacional de 90 quilômetros; e a KUB-2E, com alcance de 40 quilômetros.



Por esse motivo, e como foi destacado no fim do mês de fevereiro passado, a apresentação da nova munição guiada tática KUB-10ME traz novas características, destacando-se, nesse aspecto, seu alcance operacional superior a 100 quilômetros.
Seu desenvolvimento e produção visam atender aos crescentes requisitos operacionais das Forças Terrestres Russas, bem como aproveitar a experiência operacional fornecida pelas tropas no teatro de operações.
Com isso em mente, desde a Kalashnikov assinalaram que a nova KUB-10ME incorpora “… um sistema de guiamento optoeletrônico, que permite atacar alvos em movimento, e maior proteção frente a meios de guerra eletrônica (EW) e defesa antiaérea (AA). Além disso, está equipada com um sistema de fotografia e gravação de vídeo aéreo, com registro das informações obtidas a bordo”.

Acrescentando que seu principal emprego está orientado para enfrentar “… veículos militares inimigos não blindados e levemente blindados; transportes blindados de pessoal; elementos de postos de comando de divisões, batalhões e unidades de mísseis antiaéreos, incluindo veículos com meios radioeletrônicos e pessoal com equipamentos de proteção individual; instalações de formações de defesa antiaérea, defesa antimísseis, inteligência radiotécnica e guerra eletrônica; alvos logísticos; posições de lançamento de sistemas com veículos aéreos não tripulados; bem como aviões ou helicópteros fora de abrigos, em plataformas de estacionamento”.
Por sua vez, no que diz respeito ao desempenho, a nova munição merodeadora operaria a altitudes entre 80 e 1.800 metros, com velocidade de cruzeiro de 120 km/h, atuando em condições diurnas e noturnas, “… em condições meteorológicas simples e complexas, com ventos em rajadas de até 10 m/s e em uma faixa de temperaturas de -30 °C a +40 °C”.
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