Após semanas de especulação, monitoramento e confirmações parciais, o porta-aviões nuclear da Marinha dos EUA, USS Abraham Lincoln (CVN-72), foi oficialmente implantado na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA (USSCENTCOM), marcando um novo reforço naval dos EUA no Oriente Médio em um contexto regional marcado por tensões e instabilidade.

A confirmação veio de fontes oficiais dos EUA, que indicaram que o Grupo de Ataque do Porta-Aviões USS Abraham Lincoln entrou completamente no teatro de operações do Comando Central dos EUA (USSCENTCOM), após concluir sua travessia do Indo-Pacífico pelo Oceano Índico e pontos-chave ao longo das rotas marítimas. Com esse novo desenvolvimento, o navio-almirante deixa para trás seu destacamento com a 7ª Frota na região asiática para assumir um papel central na postura de dissuasão de Washington no Oriente Médio.
Um Desdobramento Acompanhado de Perto
A chegada do USS Abraham Lincoln à região ocorre após os Estados Unidos ordenarem seu redesdobramento do Indo-Pacífico para o Oriente Médio em meados de janeiro, uma decisão antecipada por diversos veículos de comunicação e analistas especializados. Como relatado anteriormente, o porta-aviões deixou o Mar da China Meridional em meados de janeiro, após operar naquela região, e iniciou uma viagem para oeste, passando pelo Estreito de Malaca em direção ao Oceano Índico.
Desde então, seus movimentos foram monitorados de perto por observadores, que atualizaram cada posição do CVN-72 até 24 e 25 de janeiro, quando o porta-aviões foi avistado próximo à área de responsabilidade do Comando Central dos EUA. Agora, com o anúncio mais recente, essas dúvidas foram dissipadas e foi confirmado que o Abraham Lincoln está totalmente operacional sob o comando do USSCENTOM, adicionando um novo capítulo às operações militares dos EUA.
O Grupo de Ataque de Porta-Aviões do USS Abraham Lincoln
O grupo atualmente composto pelo USS Abraham Lincoln consiste na Ala Aérea 9 (CVW-9), juntamente com os destróieres de mísseis guiados da classe Arleigh Burke USS Spruance (DDG-111), USS Michael Murphy (DDG-112) e USS Frank E. Petersen Jr. (DDG-121). Este grupo oferece amplas capacidades em ataque aéreo, defesa aérea, guerra antissubmarino e proteção de rotas marítimas críticas. Embora sua posição exata dentro da área do CENTCOM não tenha sido divulgada, espera-se que o grupo opere entre o Mar Arábico, o Golfo de Omã e áreas adjacentes, de onde pode projetar poder aéreo e naval sobre um amplo arco regional.

Um Reforço em um Cenário Volátil
O envio do porta-aviões ocorre em um momento particularmente sensível para a região, marcado por tensões entre os Estados Unidos e o Irã, a persistência de conflitos por procuração e ameaças à navegação comercial em corredores estratégicos. Nesse contexto, a presença de um navio-almirante como o CVN-72 visa reforçar a capacidade de resposta rápida, dissuasão e projeção de poder de Washington. Observadores também notam a presença de outros recursos das Forças Armadas dos EUA na região, como os aviões-tanque Boeing KC-135 Stratotanker e Boeing C-17A Globemaster.
Por fim, vale mencionar que este não é um evento isolado, já que, nos últimos anos, outros grupos de ataque de porta-aviões foram enviados de suas bases no Indo-Pacífico para o Oriente Médio em resposta a crises regionais — uma prática que ressalta a flexibilidade operacional da Marinha dos EUA.
O que isso significa para a região do Indo-Pacífico?
A saída do USS Abraham Lincoln do teatro de operações asiático deixa, por ora, o USS George Washington (CVN-73) como o único porta-aviões americano designado para a região. No entanto, ele está atualmente em Yokosuka, no Japão, passando por manutenção, enquanto sua ala aérea conclui os processos de certificação antes de retomar as operações.
*Imagens utilizadas para fins ilustrativos.
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