Por meio da publicação de um breve comunicado datado de meados do último mês de dezembro, o Exército dos Estados Unidos anunciou que ativou outra unidade que irá operar o novo sistema de mísseis hipersônicos Dark Eagle, o qual fará parte fundamental das estratégias de Washington para ampliar sua presença no Indo-Pacífico. Trata-se da Bateria Bravo do 1º Batalhão, 17º Regimento de Artilharia de Campanha, integrante da 3ª Força-Tarefa Multidomínio, a qual avança gradualmente para se tornar a primeira de seu tipo a estar completamente equipada com esse armamento.
O fato foi confirmado após a realização da respectiva cerimônia nas instalações do mencionado 17º Regimento de Artilharia de Campanha, na Base Conjunta Lewis-McChord, a qual foi liderada pelo tenente-coronel Jeffrey M. Orban, que durante seu discurso afirmou: “O ambiente que enfrentamos é complexo e evolui rapidamente. O Indo-Pacífico é vasto, dinâmico e de vital importância para a estabilidade global. Nossos aliados, parceiros e nossa nação dependem de nossa capacidade de dissuadir a agressão.”

Vale recordar que o sistema Dark Eagle, também conhecido como Long-Range Hypersonic Weapon (LRHW), surge como uma arma hipersônica capaz de atingir velocidades de até Mach 5 e alvos situados a distâncias de até 1.725 milhas. Ele conta ainda com a capacidade de realizar uma trajetória errática, a fim de dificultar a atuação das defesas aéreas inimigas, após alcançar velocidade e altitude ideais graças ao foguete propulsor de dois estágios que impulsiona os All-Up-Round (AUR) alojados nos contêineres do lançador.
Por outro lado, é oportuno lembrar que os avanços para equipar suas unidades com os novos sistemas Dark Eagle ocorrem após o Exército dos EUA ter concluído desdobramentos de teste na Austrália, ocasião em que foram validadas as capacidades de atacar alvos a longas distâncias. Referimo-nos especificamente aos exercícios Talisman Sabre 25, para os quais também foram desdobrados efetivos da 3ª Força-Tarefa Multidomínio, e que marcaram a primeira vez em que o LRHW foi enviado para fora do território dos Estados Unidos.

Naquela ocasião, o almirante Samuel J. Paparo, comandante do INDOPACOM, declarou: “O desdobramento do sistema LRHW na Austrália representa uma conquista significativa para o Comando Indo-Pacífico dos EUA, pois valida a capacidade do Exército de desdobrar, posicionar e exercer o comando e controle (C2) do sistema em um ambiente avançado. O exercício demonstra a capacidade do Comando Combatente de projetar poder e apoiar a defesa da Austrália, um aliado-chave na região.”
*Créditos da imagem de capa: primeiro-tenente Junelle Sweitzer
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