Nesta semana, surgiram novas imagens que possivelmente revelam o novo patch do Escritório de Gestão do Sistema (SMO) do futuro caça de sexta geração F-47 da Força Aérea dos EUA. Nas imagens, destaca-se a figura central do “Fênix”, acompanhada da frase “Superamus Perstamus Letamus” (traduzida livremente como “Vencemos, resistimos, nos alegramos”). Embora ainda se trate de um design não oficial e em processo de aperfeiçoamento, o patch gerou rumores de que o símbolo poderá refletir o futuro apelido da aeronave.

Questionada sobre a autenticidade da imagem, a própria Força Aérea americana confirmou ao veículo especializado The Warzone: “O patch é um conceito inicial criado pelo Escritório de Gestão do Sistema F-47 do Comando de Combate Aéreo. Ainda está em desenvolvimento e atualmente não há nenhum patch oficial usado pela Força Aérea.” Segundo a publicação, o lema já fez parte de outras insígnias de anos anteriores ligadas ao programa Next Generation Air Dominance (NGAD), mesmo antes da seleção do F-47 da Boeing, como a insígnia do Escritório de Desenvolvimento Ágil criada em 2019.

Analisando o patch, observam-se seis estrelas vermelhas, que, segundo a reportagem, provavelmente se referem ao centro de testes ultrassecreto de Groom Lake, em Nevada, conhecido como Área 51. Isso pode indicar que Boeing e Lockheed Martin apresentaram seus demonstradores secretos nesse local como parte das iniciativas originais coordenadas pela DARPA, que posteriormente resultaram no programa NGAD.

Outro detalhe é a linha sinuosa branca à direita do patch, associada à forma das costas chinesas. Analistas americanos sugerem que isso se relaciona ao fato de que o F-47 foi projetado para garantir superioridade aérea futura em conflitos de alto nível, com a China como foco estratégico.

O próprio Fênix poderia simbolizar o renascimento do programa F-47 após momentos críticos em 2024, quando se cogitou o possível cancelamento do projeto devido aos custos crescentes. Em setembro de 2024, relatou-se que a intenção da Força Aérea era reduzir o preço unitário do F-47 para o nível de um F-35, conforme anunciado pelo então secretário da instituição, Frank Kendall. Em abril, Kendall questionou a nova administração de Donald Trump por seu comprometimento considerado precipitado, dado que exigiria altos investimentos.

Alguns especialistas, no entanto, afirmam que o apelido “Fênix” pode não ser o definitivo para o F-47, uma vez que “Fênix II” foi escolhido para a futura frota de aviões E-130J da Força Armada dos EUA, destinados à função Take Charge and Move Out (TACAMO), servindo como pilar de comunicação entre os submarinos de mísseis balísticos da Marinha americana e o Comando Estratégico, atualmente realizado pelos E-6B Mercury.

Independentemente disso, a Força Aérea dos EUA já confirmou que o F-47 entrou na fase de produção, com a meta de ter aeronaves prontas para voar até 2028. A novidade foi anunciada pelo chefe do Estado-Maior da USAF, general David W. Allvin, durante a Conferência Aérea, Espacial e Cibernética da AFA. Segundo suas palavras: “É a plataforma que, junto com os demais sistemas, garantirá a superioridade no futuro. Precisamos avançar rapidamente. Devo dizer à equipe: já quase é 2026. A equipe está comprometida em colocar o primeiro avião no ar em 2028.”

Imagens usadas para fins ilustrativos

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