Em uma breve publicação nas redes sociais, o governo paquistanês anunciou que a China se ofereceu para equipar sua Força Aérea com sua nova aeronave Shaanxi KJ-500 AEW&C, o que representaria um avanço significativo em suas capacidades de controle e alerta antecipado aéreo. O desenvolvimento em questão ocorre enquanto o país aguarda a chegada dos novos caças stealth J-35, também de origem chinesa, o que também lhe permitirá avançar com uma grande renovação de sua frota de caças, atualmente composta pelas plataformas JF-17 Thunder e Chengdu J-10CE.

Vale lembrar neste ponto que esta é uma das aeronaves de alerta antecipado e controle aéreo mais avançadas do Gigante Asiático, cujo desenvolvimento deve ser atribuído à Xi’an Aircraft Industrial Corporation. Seu design é baseado na linha da aeronave de transporte Y-9, embora se destaque por incorporar um moderno sistema de radar phased array, que está instalado em uma cúpula que lhe dá a possibilidade de ter um alcance de cobertura de 360 ​​graus; ser capaz de detectar alvos tanto no ar quanto no solo. A aeronave também conta com elementos de guerra eletrônica, bem como recursos avançados de link de dados para que sua tripulação de 10 pessoas possa manter seus aliados no campo de batalha constantemente informados.

Recentemente, a aeronave completou sua primeira missão no exterior como parte do exercício “Águias da Civilização”, conduzido entre unidades da Força Aérea Chinesa e suas contrapartes egípcias. Foi uma atividade significativa em termos de escala, considerando que também envolveu o envio de aeronaves YY-20A e J-10 (além de caças egípcios MiG-29), o que por sua vez fortaleceu os laços entre os dois países em um momento em que o gigante asiático busca expandir sua influência geopolítica na África.

Além disso, vale destacar que a parceria militar entre China e Paquistão não se limita à compra de aeronaves para a Força Aérea deste último país. Um exemplo ilustrativo recente disto pode ser encontrado na aquisição dos novos sistemas de defesa antibalística HQ-19, capazes de interceptar mísseis mesmo em sua fase terminal de voo, implicando uma melhoria inquestionável em relação aos seus sistemas HQ-9B e HQ-16FE que formavam a espinha dorsal de sua rede de defesa; cujo foco está nas capacidades da vizinha Índia. Outras áreas de parceria podem ser vistas no domínio naval, onde a China implantou seus submarinos da classe Hangor e fragatas da classe Tughril.

*Imagens utilizadas para fins ilustrativos

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